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sábado, 20 de maio de 2017

18 de maio dia Nacional de combate ao Abuso e a exploração SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES.


ESQUECER É PUNIR, LEMBRAR É COMBATER.

 




Morte de Araceli faz 42 anos e crime continua impune no ES

Fato instituiu o Dia Nacional de Combate ao Abuso Sexual contra Crianças.
Menina tinha 8 anos quando foi raptada, drogada, estuprada e morta.



Araceli Cabrera Crespo tinha 8 anos quando foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada, no Espírito Santo, em 1973. Nesta segunda-feira (18), o desaparecimento da menina completa 42 anos, mas ninguém foi punido pelo crime. Após a prisão, julgamento e absolvição dos acusados, o processo foi arquivado pela Justiça.
Em memória à menina Araceli, uma das mais emblemáticas vítimas de violência contra a criança no país, o dia 18 de maio foi instituido como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, com a aprovação da Lei Federal 9.970/2000.
Todos os anos, nesta data, a impunidade sobre a morte de Araceli é lembrada e diversas atividades para discutir o tema são realizadas no Brasil. O G1 fez um resgate histórico do crime a partir de reportagens dos últimos 42 anos, revisitou os locais citados no processo e conversou com o homem que encontrou o corpo da menina.
O desaparecimento
No dia 18 de maio de 1973, uma sexta-feira, Araceli saiu de casa, no bairro de Fátima, na Serra, e foi para a Escola São Pedro, na Praia do Suá, em Vitória. No dia, a menina saiu da escola mais cedo, a pedido da mãe, Lola Cabrera Crespo.
Segundo a mulher, Araceli precisava sair antes da aula terminar, porque poderia perder o ônibus que a levaria de volta para casa.
Após sair da escola, ela foi vista por um adolescente em um bar entre o cruzamento das avenidas Ferreira Coelho e César Hilal, em Vitória.
Ainda de acordo com esse adolescente, a menina não entrou no coletivo e ficou brincando com um gato no estabelecimento. Depois disso, Araceli não foi mais vista. À noite, o pai, Gabriel Sanchez Crespo, iniciou as buscas.

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